terça-feira, 25 de novembro de 2014

"Capa negra de saudade"

Para todos os caloiros da "fornada" de 2012

Amigo, colega de curso, conhecido da faculdade,

Houve tantas coisas que ficaram por fazer, tantas coisas que deixamos por dizer. Por mais que tenhamos tentado aproveitar ao máximo havia tanto mais para vivermos e agora o tempo escasseia. Esta etapa, por vezes tão difícil de iniciar, está a chegar ao fim. E soube a tão pouco… Consigo lembrar-me dos primeiros dias, das saudades de casa, do telefonar constante aos pais , porque ouvi-los nos tranquilizava, do partir para longe dos nossos amigos de sempre, dos nossos namorados/as ou dos nossos familiares, do iniciar de uma fase sem todas as pessoas que amávamos. E custou-me tanto, custou-nos tanto. Uns lidaram melhor com a distância, outros pior mas foi complicado para todos. No entanto, aos poucos, sem percebermos, fomo-nos rendendo. À cidade de Coimbra, às suas tradições. E quando demos por nós, estávamos a chorar, trajados, a ouvir a balada da despedida na Serenata Monumental de 2013. E sentimos o peso da capa sobre os nossos ombros e ouvimos o sapato na calçada. E ainda nos faltava tanto para viver, ainda tínhamos dois anos de curso pela frente, era uma realidade tão distante na nossa cabeça. Mas não o foi… passou num abrir e fechar de olhos. E agora aqui estamos, amigo, colega de curso, conhecido da faculdade, aqui estamos nós a chegar ao fim da mais maravilhosa etapa das nossas vidas. E tínhamos tanto para partilhar, tanto para viver aqui, juntos e o tempo escasseia. Mas sabes que mais? Não vivas tudo, vive quase tudo mas não tudo, deixa um bocadinho desta etapa por viver e sempre que te lembrares dos teus grandes amigos da faculdade, lembra-te também de regressares, de combinares com eles um encontro para viver esse bocadinho que deixaste por viver, para recordar os bons momentos mas não te esqueças, deixa sempre mais um pouco. E, acima de tudo, nunca te esqueças dos brindes que ficaram por fazer nem “dos shots que ficaram por pagar”! E lembra-te, regressa um dia para os cobrares.




segunda-feira, 24 de novembro de 2014

(Re)começar



Aqui estou, de volta à blogosfera, quanta saudade!
Saudade de escrever para os outros mas, acima de tudo, saudades de escrever, só. Recentemente voltou aquela vontade enorme que quase nos queima e consome. Não sei se vos acontece mas às vezes gostava que o meu cérebro tivesse uma aplicação qualquer capaz de registar (sem apagar qualquer palavra) o que penso. Quantas vezes dou por mim a escrever mentalmente e penso "oh bolas, não tenho nenhum papel e caneta comigo". Às vezes acho que o meu cérebro "brota" ideias demasiado depressa para que as minhas mãos consigam acompanhar, seja utilizando a caneta ou o teclado do computador, mas sejamos sinceros, escrever à mão, numa folha velha de papel não se pode equiparar a escrever no computador, nem nunca poderá. Há coisas que a evolução tecnológica não permite, e sentir o prazer de sentir, passo a redundância, o papel nas mãos e a caneta a deslizar sobre as folhas é uma delas. 

Que seja um bom (re)começo para mim!